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Cavalheirismo Indominável
Aumenta a Vel. de ATQ em 10%. Quando um Ataque Normal atinge um inimigo/lança Habilidade Elemental/inicia Ataque Carregado, o portador obtém 1/2/2 acúmulos de Poema dos Quatro Ventos: aumenta o Dano causado em 7.5% por 4s. Acumulável até 4 vezes. Pode ser desencadeado uma vez a cada 0.01s. Além disso, quando a equipe possuir o efeito Mágico: Ritual Secreto, cada acúmulo de Poema dos Quatro Ventos aumenta o Dano CRIT do portador em 7.5%.
Personagens — Espadão
História
Na terra da poesia e do vinho, histórias que exaltam os feitos de cavaleiros são transmitidas desde os tempos antigos. Entre todos esses versos resplandecentes, as histórias do lobo são sempre as mais queridas. Afinal, em comparação com o intimidador leão, o lobo de espírito livre combina melhor com o coração de um poeta. Essas histórias costumam começar assim: Um cavaleiro errante chega das terras do norte, viajando com um companheiro conhecido como Andrius, e juntos visitam uma cidade recém-liberta. O lobo indomado caça lado a lado com o cavaleiro. Juntos, eles abatem as feras que assolam o interior e repelem a grande serpente que ameaça a costa. Com o passar do tempo, o lobo solitário, tomado pela saudade de casa, deixa sua alma nas matas esmeraldas, e o cavaleiro também parte em silêncio, seguindo os passos de seu companheiro. Por fim, ninguém jamais conheceu o nome do cavaleiro patrulheiro. E, ainda assim, seus feitos nunca se perderam para a história. Poetas românticos, sempre ávidos por extrair significados das lendas, gostam de dizer que o cavaleiro sem nome sempre avançava para o campo de batalha após beber generosamente dos espíritos ardentes das terras nevadas. Mas poucos sabem que o cavaleiro veio apenas testemunhar o destino do lobo, e que sua terra natal jamais foi aquela impiedosa região coberta de neve. Antes mesmo de se tornar o cerne de uma história, o cavaleiro vivia como bem entendia, totalmente desprovido da postura de um herói. Além do Grande Mestre, que nunca desistia de tentar recrutá-lo, os frequentadores da taverna viam o cavaleiro como nada além de um bebedor comum. A única exceção era um garoto chamado Ravenwood, filho do ferreiro da cidade. Durante os poucos anos em que o cavaleiro sem nome permaneceu em Mondstadt, o garoto quase chegou a se tornar seu ajudante. Eles se conheceram quando o cavaleiro chegou à cidade pela primeira vez e encomendou ao pai do garoto que forjasse uma espada para ele. Como pagamento, ele ofereceu um punhado de moedas, cada uma marcada com um selo que ninguém reconheceu. O ferreiro, que outrora forjava lâminas apenas para os nobres, escolheu, em vez disso, presentear o cavaleiro com aquela pesada placa de ferro. "Na nova Mondstadt, todos devem pegar em armas e defender nossa liberdade." A partir de então, o garoto seguiu o cavaleiro sem nome aonde quer que ele fosse, quase sempre em silêncio, observando o cavaleiro praticar com a espada. Às vezes, quando o cansaço batia, o cavaleiro falava sob o sol poente, contando histórias de uma terra estrangeira há muito esquecida. Era um lugar onde as flores nunca murchavam, onde os rios corriam com hidromel e, ao longo de suas margens, outrora existira um reino guerreiro que, desde então, desaparecera do mundo. Ali, guerreiros que um dia cantaram sobre devoção e honra se ajoelharam perante o poder e o ouro, oferecendo de bom grado suas lâminas a um tirano ganancioso. Assim, a lei foi banida, e a virtude se desfez em ruínas, até que aqueles que haviam escravizado outros foram feitos escravos eles mesmos. O vento da noite agitou o manto esfarrapado do cavaleiro sem nome, e sua armadura primorosamente forjada, de padrões intrincados, cintilou sob a luz da lua. A errância e a liberdade tornaram-se o destino final do cavaleiro sem pátria, pois, sob a lua, não restava mais nada para ele defender. Muitos anos depois, a história de Andrius virou lenda, e o herói que despedaçou as correntes não se encontrava em lugar nenhum. Dizem que a liberdade nasce de um grande sacrifício, mas o conforto que vem depois muitas vezes leva de volta à servidão. O código dos cavaleiros ainda ecoava na memória, mas antigos companheiros já haviam quebrado seus juramentos, buscando refúgio mais uma vez no abraço da velha aristocracia. Em tempos tão incertos, o filho do ferreiro empunhou uma espada longa recém-forjada e partiu rumo às terras selvagens. "Uma vez perdida, nem a liberdade nem a coragem de morrer por ela podem ser recuperadas. Valorize sua virtude enquanto ela ainda perdura." Dias depois, um cavaleiro envolto em um manto esfarrapado apareceu diante dos portões da fortaleza. Ele empunhava sua espada pesada e aterrorizante, e dançava com seus inimigos como se fosse guiado pela mão de um deus. Um velho reconheceu seus movimentos, eram as técnicas de espada outrora usadas pelo cavaleiro que se autodenominava "Andrius." "Andrius! Andrius voltou!" Em meio aos gritos estrondosos da multidão, Ravenwood fechou os olhos... Avançar! Pela liberdade, pela cavalaria indominável!