Asas da Lua Enuviada
Planadores

Asas da Lua Enuviada

Raridade 4
Português

Fontes

  • Obtido ao concluir todas as missões de "Crônicas Selênicas: III"

História

É uma história passada entre as feéricas, contada durante suas reuniões sob a lua. Tais encontros ao luar são um antigo ritual. Dizem que a prática remonta a uma era em que a verdadeira lua ainda brilhava no céu, e talvez os seres que se reuniam sob ela nem fossem feéricas. De qualquer forma, contemplar a lua e falar sobre tempos antigos e novos é considerado, pelos mais ousados entre elas, o momento perfeito para compartilhar segredos. E entre todas as histórias que contam, há uma que elas mais amam: Segundo a lenda, o rei dos feéricos das Terras Nevadas — um herói nascido dos ossos de uma grande besta — buscava unir todo o continente. Para isso, ele precisava derrotar seu último inimigo. No entanto, esse inimigo não podia envelhecer nem morrer, pois sua vida estava escondida longe de seu corpo. Não importava quantas vezes o Rei da Neve o derrubasse, ele sempre renascia das sombras. Assim, o espírito da geada e um viajante vindo de além dos muros do palácio partiram em busca da verdade sobre esse inimigo. Por fim, descobriram como ele poderia ser morto. Para matar o inimigo, o Rei da Neve precisaria encontrar uma fenda escondida nas camadas mais sombrias da terra. Dentro dessa fenda crescia uma árvore voltada para baixo. Nos galhos dessa árvore, altos como torres, pousava um corvo. No ventre do corvo havia uma lebre branca como a neve. Nos olhos da lebre havia uma porta. E, se ele abrisse essa porta, um mundo negro como tinta derramada se derramaria, engolindo o céu e a terra. Nesse mundo, tudo permanecia imóvel. Não havia luz, nem som. O Rei da Neve teria de atravessar sozinho aquele reino silencioso e, em seu centro sem luz, encontrar um ovo. Esse ovo continha a essência da vida de seu inimigo. Ao quebrá-lo, o inimigo imortal seria reduzido a pó. A tarefa não parecia tão difícil até o momento de abrir a porta, ou assim pensou o Rei da Neve. Mas como ele atravessaria aquele reino de silêncio absoluto? Então, o espírito da geada e o viajante teceram para ele duas asas de luar ancestral. Dizia-se que essas eram as asas de vento capazes de carregar alguém através do vazio silencioso. No entanto, o antigo luar há muito perdeu seu brilho, e o Rei da Neve que outrora as utilizou desapareceu da história. O que resta hoje não funciona melhor do que asas de vento comuns. Na verdade, como as asas de vento foram inventadas muito tempo depois da era do Rei da Neve, toda essa história pode muito bem ser apenas uma explicação fantasiosa criada para justificar sua existência. E quanto ao fim do Rei da Neve? Alguns dizem que, ao quebrar o ovo, ele finalmente viu a verdade: seu maior inimigo tinha o mesmo rosto que o seu. Outros afirmam que o ovo jamais existiu, e que o mundo além da porta não passava de uma armadilha destinada a mantê-lo preso no vazio. Existem versões demais para se contar. Mas isso não importa. Pois, nesta história de asas... O final nunca foi a parte que mais importou.

Descrição

Um modelo de Planador. Foi um presente pelo reconhecimento e aprovação da Lua.

Contribuições
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